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Nuno Ferro (SPEF) e João Lourenço (CNAPEF) defenderam a Educação Física na Assembleia da República

A Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura promoveu, no passado dia 25 de fevereiro 2015, no Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República, uma Audição Pública com a temática Reflexão sobre os currículos da escolaridade obrigatória.

 

Pretendeu-se, neste encontro,  ouvir muitos dos agentes do sistema educativo na análise, avaliação, balanço e sugestões sobre os Currículos da Escolaridade Obrigatória.

 

A sessão foi iniciada pelo presidente da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, deputado Abel Baptista (CDS) e pela coordenadora do Grupo de trabalho dos Currículos dos Ensinos Básico e Secundário, deputada Mª José Castelo Branco (PSD), com o seguinte programa:

9.30h – Sessão de Abertura

9.40h – Intervenções livres pelos participantes

12.30h – Sessão de encerramento com intervenções dos deputados de cada partido:

BE – Luís Fazenda

PCP – Diana Ferreira

CDS – Inês Teotónio Pereira

PS – Agostinho Santa

PSD – Mª Ester Vargas

 

As direções da SPEF (Nuno Ferro) e do CNAPEF (João Lourenço) estiveram presentes nesta audição para a qual elaboraram um documento que constitui uma  reflexão do Movimento Associativo sobre o papel da disciplina de Educação Física (EF) no currículo nacional, com referência a algumas medidas educativas dos últimos três anos e seus efeitos. 

Pode consultar aqui esse documento.

 

Estiveram presentes cerca de 130 pessoas entre representantes das associações, diretores de escolas e centros de formação, e professores.

 

Em termos gerais, as intervenções centraram-se na necessidade de pensar a escola como um espaço que educa e não só um espaço que instrui. 

Manifestou-se uma sintonia de posições entre as associações e sociedades representativas de disciplinas e professores (com a exceção da Sociedade Portuguesa de Matemática). Teceram-se críticas ao atual estado da educação em Portugal, assentes nos seguintes pontos:

- centralização legislativa e burocracia; necessidade de mais autonomia, inclusive curricular;

- estreitamento do currículo motivado pelos exames nacionais;

- necessidade de olhar para o ensino de todas as áreas;

- a escolaridade obrigatória até ao 12º ano deve promover uma perspetiva diferente do ensino secundário (cursos profissionais nas escolas não funcionam bem; não existe real permeabilidade entre via profissionalizante e o prosseguimento de estudos);

- o ensino secundário não deve ser o sistema de seleção par entrada na universidade (apenas 19% dos alunos no secundário são candidatos ao ensino superior);

- exames devem existir mas não para descriminar alunos e avaliar professores ou escolas.

 

Nuno Ferro (SPEF) apresentou três ideias gerais sobre as quais assenta a educação que queremos para os nossos jovens:

 

- a Educação Física, é imprescindível no currículo, sendo portanto incompreensível a existência de qualquer tipo de cortes nos tempos destinados à sua leccionação, o condicionamento no seu estatuto avaliativo e classificativo bem como a ausência de investimento no 1º Ciclo do Ensino Básico.

 

 

 

João Lourenço (CNAPEF) defendeu o importante papel da Escola (Pública) na formação dos jovens, reafirmando o valor educativo da disciplina de Educação Física no currículo escolar.

 

 

 

 

 

 

Socieadade Portuguesa de Educação Física - 2014