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Luís Bom apresenta o Seminário do próximo sábado - Gestão Escolar e Autonomia Pedagógica - Projetos e Planos Curriculares e de Complemento Curricular

 

 

 

 

Caros Colegas

 

São conhecidos diversos problemas de interpretação dos Programas Nacionais de Educação Física e também de organização do Desporto Escolar. São problemas associados a dificuldades de gestão nas escolas, quanto a horários, espaços e equipamentos, avaliação, regras de participação, planeamento anual e plurianual, etc., em todos os ciclos, em especial no 1º ciclo do EB (EEFM e AEC desportivas).

 

Essas dificuldades mostram que, por vezes, os critérios administrativos de decisão prevalecem sobre os critérios pedagógicos, embora seja o contrário que, justamente, estabelece a Lei de Bases do Sistema Educativo (Art.º 48º, ponto 3).

 

São os órgãos de gestão e as estruturas pedagógicas que estão em posição crítica para cumprir esse princípio fundamental da Lei de Bases do S.E.

Aos órgãos e estruturas da escola cabe decidir os compromissos colectivos, tendo de conciliar, por um lado, a legislação e as determinações centrais (os normativos e os recursos) e, por outro, opções de resolução dos problemas e situações concretas, no contexto da prática pedagógica. Na verdade, as funções dos professores, organizadas em escolas, não podem ser bem percebidas como se acontecessem ou num vazio social ou num organismo burocrático, reduzidas a tarefas de funcionários prestadores de serviços de aulas e pautas, executando rotinas delineadas superiormente para minimizar os erros profissionais.

 

Em diversos aspectos da E.F. e do D.E., as determinações políticas e da administração educacional são contraditórios, em si mesmas. Além disso, nem sempre correspondem às necessidades educacionais e questões pedagógicas, sendo estas que justificam a própria Escola e não as conveniências administrativas ou os discursos doutrinários.

 

No seminário de 18 de março (ficha de inscrição e programa abaixo) iremos analisar certas contradições e erros que condicionam negativamente a gestão e organização pedagógica da E.F. e do D.E., no seu espaço de desenvolvimento, as escolas / agrupamentos.

 

Nesta análise confrontamos a posição burocrática e a posição pedagógica. Fazemos a distinção entre a perspectiva do funcionamento circunstancial e a perspectiva do desenvolvimento do currículo de E.F. e das actividades do Desporto Escolar. Trata-se, a nosso ver, de uma distinção muito importante para valorizar devidamente as funções e responsabilidades próprias dos dirigentes e gestores escolares e, também, dos professores especialistas de E.F. e D.E.

 

Luís Bom

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http://www.spef.pt/1487335848-Formulrio-de-inscrio

 

CENTRO DE FORMAÇÃO da S.P.E.F. - SOCIEDADE PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO FÍSICA?


Educação Física e Desporto Escolar

Gestão Escolar e Autonomia Pedagógica

Projetos e Planos Curriculares e de Complemento Curricular?

 

Seminário de 18 de março 2017 (9h às 13h)

 

Auditório das Piscinas do Centro Desportivo do Jamor (Cruz-Quebrada)

 

Dinamizador: Professor Luís Bom

Autor (Coordenador) dos  Programas Nacionais de Educação Física; Docente na Universidade Lusófona; coordenador do Estágio Pedagógico.

     1. Distinção e relação entre Educação Física e Desporto Escolar.

         - A relação entre a E.F. e o D.E. como factor de desenvolvimento.

         - Crítica das ideias de alternativa, precedência e sobreposição entre EF e DE.

          - A importância do modelo de gestão escolar. Que Autonomia das escolas interessa?

 

  1. A escolaridade obrigatória de 12 anos. Que Ensino Secundário?

          - Pressupostos e implicações no conjunto do currículo, em EF e no DE.

          - A Diversidade da "população escolar" – diferenciação e critérios de sucesso.

           - Revisão da flexibilidade curricular dos Programas Nacionais de EF.

           - Perspectiva sobre o Programa do Desporto Escolar para 2017-2021.

 

       3.  A ideologia selectiva que se mantém nas práticas da escola inclusiva.

            - Como ensinar e avaliar para que os alunos aprendam melhor?

            - A avaliação formativa nas diversas etapas do plano pedagógico

             - Como evitar ou contrariar o “efeito carrossel” ??  A progressão no Currículo, anual e plurianual.

 

         4. Crítica de dois modelos de planeamento pedagógico: Blocos e Etapas

             - Vantagens e desvantagens de cada modelo, em EF e DE.

             - O Plano Plurianual da Educação Física na escola e “escolas em curso” (agrupamentos).

              - Planos Plurianuais de EF por Blocos e por Etapas.

              - A importância dos conteúdos e dos critérios gerais de avaliação.

              - O Plano Plurianual de Desporto Escolar nas “escolas em nível e em curso”.

               - Aspectos específicos do DE e das diversas modalidades (treinos e provas).

 

           5. Problemas e possibilidades da EF e do DE

               - Medidas prioritárias em 4 áreas:

                - Avaliação Pedagógica.

                - Condições estruturais.

                - Planeamento plurianual.

                - Formação dos professores

Socieadade Portuguesa de Educação Física - 2014