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SPEF e CNAPEF ouvidos no ME sobre a Escola a tempo inteiro

A SPEF e o CNAPEF participaram em reunião no Ministério da Educação, realizada no dia 21 de novembro, com o "Grupo de Trabalho responsável por realizar um balanço da experiência de dez anos de Escola a Tempo Inteiro, bem como projetar possíveis soluções de melhoria e alargamento do programa para o futuro", coordenado pelo Professor Pedro Abrantes, Técnico Especialista do Gabinete do Ministro da Educação.

 

Segundo o próprio, "uma das dimensões centrais deste trabalho é a auscultação dos vários sectores da comunidade educativa, uma vez que se pretende um balanço participado e propostas de futuro que correspondam às suas efetivas expetativas, interesses e necessidades", pelo que estão a ser realizadas visitas a escolas e reuniões com diversas organizações envolvidas no programa. Pretende-se a continuidade do mesmo ao nível do 1.º ciclo e a sua extensão até ao 9.º ano de escolaridade.

 

Nesta reunião participaram, para além da SPEF e do CNAPEF, a  Ensemble, Associação Portuguesa de Instituições de Ensino da Música, a APEM, Associação Portuguesa de Professores de Música e a APPI, Associação Portuguesa de Professores de Inglês.

 

Foram discutidas questões de âmbito geral, desde o próprio conceito de "Escola a Tempo Inteiro" ou "Educação a Tempo Inteiro", como  foi enfatizado pelo coordenador da reunião, ao papel dos diferentes elementos da comunidade educativa alargada no desenvolvimento do programa, passando pela necessidade de contextualizar este balanço e as orientações para o futuro que dele decorrerem no Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular dos Ensinos Básico e Secundário, atualmente a funcionar em regime de experiência pedagógica. 

 

No que diz respeito à nossa área de intervenção foi referida como preocupação fundamental a necessidade de garantir:

- A concretização da EEFM curricular no 1.º ciclo, independentemente da existência das AFD como atividade de enriquecimento e da sua frequência ou não por parte de todos os alunos deste nível de educação;

- A exigência de  uma adequada formação e melhores condições de trabalho aos professores das AEC;

- Os espaços e materiais adequados para a lecionação da EEFM em todas as escolas, que servirão igualmente a realização das AFD;

- Que o Desporto Escolar assuma um papel fundamental na extensão da Escola a Tempo Inteiro aos 2.º e 3.º ciclos, mantendo no entanto as suas identidade, estrutura, filiação e coordenação atuais.

 

Os presidentes da SPEF e do CNAPEF manifestaram, como tem sido apanágio das duas organizações, a sua disponibilidade para colaborar com o Ministério da Educação também neste âmbito, por se tratar de uma questão fundamental para o desenvolvimento dos alunos e para a organização das famílias e da sociedade em geral.

 

 

Socieadade Portuguesa de Educação Física - 2014