
A inclusão na Educação Física (EF) no 1.º ciclo depende menos de declarações de princípio e mais de condições pedagógicas concretas: tarefas adaptáveis, organização por níveis de competência, materiais acessíveis e estratégias que assegurem participação real de todas as crianças.
O projeto Erasmus+ DIPPE – Disentangling Inclusion in Primary Physical Education, coordenado pela Universidade do Luxemburgo e com parceiros europeus, produziu evidência e recursos práticos para apoiar docentes (generalistas e especialistas) na EF do ensino primário. (Universidade do Luxemburgo – DIPPE)
Um estudo associado ao projeto, com 1170 docentes de nove países europeus, indica um desfasamento entre intenção e prática: apesar de a inclusão ser valorizada, apenas cerca de 30% reportaram que as crianças com “necessidades adicionais” são sempre incluídas e participam ativamente nas aulas de EF. O mesmo trabalho aponta a necessidade de orientação prática e de exemplos observáveis (p. ex., recursos em vídeo) para apoiar adaptações consistentes. (artigo/relato do estudo – ResearchGate)
Como resposta, o DIPPE disponibiliza:
um recurso educativo aberto (plataforma/aplicação web) para apoiar decisões pedagógicas inclusivas na EF do 1.º ciclo; (Universidade do Luxemburgo – DIPPE)
um recurso de formação (toolkit) para apoiar desenvolvimento profissional docente orientado para a prática. (Zenodo – DIPPE Teacher Education Resource)
Para escolas e estruturas de formação, a implicação é direta: a inclusão melhora quando há instrumentos simples para planear, adaptar e avaliar — assegurando participação, aprendizagem e segurança, desde o 1.º ciclo.
